O Noah engoliu uma moeda de 5 cêntimos

Era bom se evacuasse uma de 2 euros

Dizem que não há 1 sem 2, nem 2 sem 3… no meu caso não há 3 sem 4. Este foi um mês e tanto… 4 vezes nas urgências.
Hoje o Noah decidiu que era giro experimentar engolir uma moeda de 5 cêntimos. Depois do susto, enquanto a moeda descia ou não descia, lá fomos nós para a Estefânia. E lá estava ela, no estômago, a sorrir na fotografia do Raio-X. Resta saber se quer sair sozinha. Tenho (temos) o belo trabalho de pesquisar cocós 💩 até que a bela moeda apareça (quem sabe não incha e sai em formato 2 euros 🤔👌). E para quem não sabe aqui fica informação extra… se o objeto não for cortante deixa-se ficar no estômago até 1 mês e se não saiu entretanto confirma-se com novo Raio-X. Se se confirmar que ainda lá está tem que ser tirado por endoscopia. Sinais de alarme; vómitos ou dores de barriga fortes. Fica a informação caso por aí também gostem de comer moedas.
Por aqui temos esperança que saia sozinha e de preferência rápido.
Boa noite!

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Ninguém se queixa sem doer

De há 5 anos para cá que as minhas saídas à noite têm sido maioritariamente acompanhadas por menores que não sabem assinar o seu nome. Normalmente vamos até ao hospital da Estefânia a pé e depois, quando necessário, até a uma farmácia de serviço. De há 5 anos para cá tenho tido bastantes passeios destes, bem mais do que gostaria até. Continuar a ler “Ninguém se queixa sem doer”

Gosto de dormir…

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Gosto de dormir… deitar-me e ceder ao cansaço, assim, sem reservas. É terrível quando, apesar do cansaço, a cabeça não desarma e ficamos “eternamente” acordados. Mais terrível ainda é quando apesar do cansaço e do sono e da vontade de dormir temos um alarme que não desliga e que se chama bebé.

Dizem que as mães sabem sempre o que os seus bebés têm… Lamento, mas eu esta noite (e muitas outras vezes) e após 3 filhos não sei sempre o que tens.

Eu e o teu pai bem tentámos… mas o máximo que conseguimos fazer durante algumas horas foi acertar no snooze.

Pensei que a noite anterior tinha sido má, mas esta noite bebeste dois biberões de leite, ajudei-te a evacuar duas vezes, mudei-te de roupa, mudei-te a fralda e ainda conseguimos andar (a descrição mais precisa será arrastar) alguns km dentro do quarto até finalmente adormeceres.

Ainda assim não me posso queixar, porque (pelo menos isso) enquanto passeavas ao meu colo pelo quarto não choravas. E… acabaste por adormecer.

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Adeus Verão…

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A minha avó diz-me sempre que vou à praia “tem cuidado com o mar, porque ele é traiçoeiro.”
Eu tive cuidado, não desviei os olhos nem mesmo as mãos, nem tão pouco a atenção, por um segundo que fosse… Ainda assim por vários segundos tive de lutar contra o mar para que não vos engolisse.
Eu tive cuidado, eu estava atenta, porque nunca me esqueço das palavras da bisavó e agora sei que “o mar é traiçoeiro!”
A bandeira estava verde e eu estava entre vocês e o mar… de costas para o mar… de frente para vocês. Vocês riam (entre vocês e para mim) e eu dizia-vos repetidamente e todas as vezes que se entusiasmavam a brincar… “cheguem-se para trás, não vos quero dentro de água.”

O mar puxava com tanta força, sentia os meus pés enterrados na areia e as pedras e conchas a arranharem as pernas e o teu braço devarinho a soltar-se.

A bandeira era verde, nem sequer estávamos dentro de água, estávamos simplesmente à beira, depois da zona de rebentamento… e a bandeira, a bandeira essa era verde. E sem que nada fizesse esperar (e porque o mar é traiçoeiro) veio uma onda maior (não era grande mas era forte) e essa onda atirou-vos para o chão e começou a enrolar-vos. Continuar a ler “Adeus Verão…”

Liam, hoje escrevo para ti…

Para celebrar a tua mão cheia de anos!

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Custa a acreditar que já passaram 5 anos desde que te toquei pela primeira vez. Foi o dia mais emocionante da minha vida posso dizê-lo com toda a segurança. Não fazia ideia para o que ia (realmente não fazia, era a primeira vez) quando fomos para o hospital de Santa Maria para o teu parto.

Foste o meu primeiro filho e foi contigo que descobri todas as primeiras emoções relacionadas com maternidade.

Mentia-te se dissesse que não me lembro da minha vida antes de teres nascido… talvez daqui a uns bons anos seja o caso, por enquanto lembro-me bem. Lembro-me muito da liberdade ou se calhar devo dizer energia que tinha antes de teres nascido (e depois os teus irmãos) para, por exemplo, ver televisão depois do trabalho e de fazer um jantar tirado de um livro de receitas. Continuar a ler “Liam, hoje escrevo para ti…”